domingo, 14 de junho de 2015

Redação Enem: Importância dos Modalizadores Linguísticos

Em uma dissertação-argumentativa, o autor deve mostrar a sua habilidade de analisar, de modo coerente e coeso, um determinado tema, com o objetivo de defender um ponto de vista claro a respeito deste mesmo tema. Assim, o autor deve ser hábil em organizar ideias, dados e fatos, ou seja, argumentos e estabelecer relações entre eles de modo a extrair conclusões coerentes.
Ao apresentar a argumentação, o autor faz afirmações e as justifica, explica e exemplifica por meio das chamadas estratégias argumentativas, já que a sua opinião deve ser embasada e fundamentada em colocações consistentes e seguras. Deste modo, é muito importante que o autor saiba utilizar os modalizadores linguísticos a fim de explicitar, adequadamente, a sua posição e o seu discurso.
Conceitualizando, os modalizadores linguísticos são elementos gramaticais ou lexicais por meio dos quais o autor manifesta determinadas atitudes e/ou posições em relação a um conteúdo e/ou tema específicos. Entre os modalizadores há:
  • advérbios: talvez, sem dúvidas, ao meu ver, ao nosso ver etc que expressam que o conteúdo do enunciado foi ou não foi completamente assumido pelo autor;

  • modo verbal: indicativo e/ou subjuntivo que indicam se o enunciado expressa um desejo ou um fato;

  • verbo auxiliar no modal que indica necessidade ou possibilidade e;

  • oração principal cujo verbo expressa modalidade.
Cada tipo de modalizador linguístico, portanto, produz um efeito de sentido e expressa uma determinada intenção por parte do autor que pode, por exemplo, se responsabilizar inteiramente por uma afirmação ou fazer uma previsão, tirando a responsabilidade de um provável erro.
Há três tipos de modalizações linguísticas possíveis de serem feitas:
  • Modalizações Lógicas: expressam o sentido de possibilidade e certeza por meio de modalizadores como “é possível que”, “é impossível que”, “talvez” etc;

  • Modalizações Deônticas: expressam o sentido de uma necessidade ou obrigação por meio de modalizadores como “é preciso”, “faz-se necessário” etc e;

  • Modalizações Apreciativas: expressam o sentido de análise e julgamento por meio de modalizadores como “felizmente”, “infelizmente” dentre outros.



*CAMILA DALLA POZZA PEREIRA é graduada e mestranda em Letras/Português pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente trabalha na área da Educação exercendo funções relacionadas ao ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Foi corretora de redação em importantes universidades públicas. Além disso, também participou de avaliações e produções de vários materiais didáticos, inclusive prestando serviço ao Ministério da Educação (MEC).
Posted: 12 Jun 2015 11:29 AM PDT
Os seres vivos atuam na natureza de maneira não isolada, por isso, precisamos estudar as relações entre eles. Uma das formas de classificar os seres vivos é através da especiação, ou seja, a qual espécie cada ser pertence. Dessa forma, as relações ecológicas podem ser divididas em intraespecíficas (aquelas entre seres da mesma espécie) e interespecíficas (entre espécies diferentes). Recentemente, explicamos as relações intraespecíficas. Se você ainda não viu, pode acessar a matéria aqui.
Da mesma forma que as relações intraespecíficas, as relações interespecíficas também se dividem em harmônicas (pelo menos um ser recebe vantagem biológica e nenhum se prejudica) ou desarmônicas (pelo menos um ser se prejudica). Vejamos quais são elas:

Relações Interespecíficas Harmônicas

Protocooperação

A protocooperação é a cooperação de uma espécie para a outra. O importante a se destacar é que ambas as espécies não necessitam dessa interação para sobreviver, mas a existência da relação traz benefícios a elas. Isso pode ficar mais claro com o exemplo. Alguns jacarés e crocodilos, enquanto dormem, permitem que certas aves e peixes se alimentem de restos de alimentos e sanguessugas em sua boca.

Mutualismo

O mutualismo é semelhante à protocooperação, havendo relação benéfica a partir da cooperação entre duas espécies. A diferença é que no mutualismo essa interação é indispensável para a sobrevivência dos seres. O exemplo mais famoso de mutualismo é dos líquens que são associação entre algas e fungos. As algas realizam fotossíntese e com isso produzem matéria orgânica, enquanto os fungos são responsáveis por absorver água e nutrientes.

Inquilinismo

O inquilinismo é o caso, por exemplo, das orquídeas que se abrigam nos troncos de árvores para conseguirem receber maior incidência solar, sem que as árvores tenham prejuízo nessa interação. Em suma, é a relação onde um ser vive dentro ou sobre um outro ser.

Comensalismo

Assim como no inquilinismo, no comensalismo uma espécie é beneficiada enquanto a outra não se afeta. Como o nome sugere, o comensalismo é uma interação alimentar. Por exemplo, quando tubarões se alimentam, restos alimentares caem. Peixes menores podem acompanhar o nado do tubarão, se alimentando desses restos.

Relações Interespecíficas Desarmônicas

Competição

A competição existe tanto entre indivíduos da mesma espécie quanto de espécies diferentes e constitui a mesma interação. É a competição (alimentar, territorial, sexual etc) entre os seres que vivem no mesmo ambiente, principalmente em situação de falta de recursos na natureza.

Predatismo

Semelhante ao canibalismo (intraespecífico), o predatismo é quando um ser mata o outro para se alimentar, havendo uma relação de predador-presa.

Herbivoria

Semelhante ao predatismo, porém quando é um animal herbívoro matando partes vivas de uma planta para se alimentar.

Parasitismo

Semelhante ao inquilinismo, no parasitismo uma espécie se associa a outra. A diferença é que a relação do parasitismo é desarmônica por ser prejudicial ao hospedeiro, uma vez que o inquilino se alimenta “às custas” do hospedeiro. É o que acontece quando um ser humano está com vermes.

Amensalismo

Acontece quando uma espécie inibe o crescimento ou reprodução da outra, sem, com isso, ter alguma vantagem biológica. É o caso, por exemplo, de alguns fungos que produzem e liberam no ambiente substâncias antibióticas, que inibem o crescimento de bactérias.